sábado, 28 de julho de 2012

SÃO PETERSBURGO


                    PARA MIM MESMO ERGUI...                                                
                                        (Pushkin, Alexander Sergueievitch-1799-1837)
           
            Para mim mesmo ergui, não com as mãos, moimento*:
            a estrada livre para o meu povo há-de trilhar.
Alexandre não tem coluna erguida ao vento
Que erga a cabeça mais que o meu pilar.

Não morrerei de todo – pois que no meu canto,
Sem corpo corruptível, soarei altivo.
E o meu renome imenso durará enquanto
Houver na terra um poeta sobrevivo.

Da minha fama o ruído a Rússia há-de varrer,
Que aos povos todos dela irá iluminando,
O eslavo, o balta, o tungu me hão-de conhecer,
como o kalmuk a estepe cavalgando.

Serei amado, e as gentes lembrarão mil anos
Na glória do meu verso o fogo que acendi:
Como cantei ser livre em tempo de tiranos
E para os humilhados honra só pedi.

Ó Musa, nunca escutes mais que a um deus, tua arte,
Impávida aos insultos, ao louvor mais fria.
Sem recompensas, canta, mas saibas calar-te
Sempre que um asno cruze pela tua via.

     *(moimento: monumento em honra de alguém; mausoléu)


São Petersburgo teve outros nomes: Petrogrado, de 1914 a 1924 e Leningrado, de 1924 a 1992.  Fundada em 1703 pelo czar Pedro, o Grande, após a vitória sobre os suecos. Situada às margens do rio Neva, na entrada do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico. Foi capital do Império Russo por mais de duzentos anos, de 1713 a 1918. O nome da cidade foi devido a São Pedro, o apóstolo, santo padroeiro de Pedro, o Grande, este ao construí-la tomou Amsterdam como modelo.

A cidade possui canais, ilhas e amplas retas, que são as avenidas. A mais famosa e importante é a Avenida Niévski, ou Niévski Prospkt, com mais de cinco quilômetros. O centro histórico e diversos monumentos constituem patrimônio mundial da Unesco.

Com a fundação de São Petersburgo e sua atuação como capital, se dá a ocidentalização da arte russa com a introdução do Barroco proveniente da Itália e França. A arte bizantina é relegada às províncias.









Atrações:

- Monumento a Pedro, o Grande - Pedro I da Rússia (1672-1725), denominado o Grande, czar e primeiro Imperador do Império Russo, foi o fundador de São Petersburgo. Nasceu em Moscou, filho do imperador Alexandre, membro da família real de Romanov. Esteve na Europa, como marinheiro, carpinteiro, retalhou gordura de baleia, estudou anatomia e cirurgia, dissecou cadáveres, visitou museus e galerias de arte.




- Coluna rostrada - da palavra latina rostrum (proa de barco)- monumento que simboliza as vitórias marítimas. A coluna tem 32 metros de altura,  adornada com as partes dianteiras dos barcos. Segundo a tradição, as quatro esculturas ao pedestal de cada coluna simbolizam os quatro rios mais importantes da Rússia: Volga, Dnieper, Neva e Volkhov. Arrematadas com tochas que faziam as vezes dos faróis no porto marítimo de São Petersburgo, dentro colocava-se produto próprio prendendo o fogo ao anoitecer. Situada na ponta da ilha Vassilievski.



- Catedral de Santo Isaac – na decoração existem 43 tipos de minerais: o zimbório é revestido de granito, peredes e chão de mármores russos, italianos e franceses, as colunas do retábulo são de malaquita e lápis-lazúli. A cúpula é de ouro. A Catedral é adornada por cerca de 400 obras entre esculturas, pinturas e mosaicos. Capacidade para catorze mil pessoas.  Em 1931 a catedral passou a museu. Ao subir até a base da cúpula, avista-se a cidade de São Petersburgo.


- Avenida Nevsky - com quatro quilômetros de extensão, possui pontes e palácios, cafés, restaurantes, lojas, museus, bibliotecas, etc. Em Nevsky viveram todas as classes: a nobreza, artesãos, prostitutas, boêmios, marginalizados, espaço de manifestação artística. Muitos personagens, temas e motivos surgiram e foram motivos na obra de: Gogol, Dostoievski, Tolstoi e Gorki.

- Palácio do Conde Stroganoff – em frente ao rio Moika. Pertencia a família nobre e devota às artes, acumulando um acervo.

- Museu Russo – fundado em 1898, pelo czar Nicolau II. È um museu de arte, a coleção possui cerca de 400 mil itens, instaladas no Palácio Mikhailovsky, Palácio Stroganov, Castelo de São Miguel e Palácio de Mármore. O complexo inclui os Jardins de Verão e a Casa de Verão de Pedro, o Grande. Pertence ao patrimônio nacional, desde 1992.

- Palácio de Inverno – construído entre 1754 e 1762 para residência de inverno dos czares russos e as famílias. Palácio verde e branco, estilo rococó, possui 1786 portas e 1945 janelas. Catarina, a Grande, foi a primeira czarina a ocupá-lo. Atualmente faz parte de um complexo de edifícios que pertencem ao Museu Hermitage.




- Catedral São Salvador sobre o Sangue Derramado – Construída em 1882 tendo em vista o assassinato no mesmo lugar de Alexandre II. No interior existe o fragmento do piso onde caiu. A fachada possui azulejos vermelhos decorados com mosaicos, cúpula em formato de bulbo, ornamentadas com cerâmicas multicoloridas. Seu interior é recoberto por mais de 7 mil metros quadrados de mosaicos.  

- Museu Hermitage – fundado por Catarina II, a Grande, para acomodar sua pinacoteca pessoal. Atualmente possui mais de 3 milhões de obras de arte: esculturas, pinturas, cristais, porcelanas, tapeçarias, jóias, antiguidade clássica, arte contemporânea, armas, medalhas, moedas, livros valiosos, etc. O museu ocupa cinco edifícios contíguos ao antigo Palácio de Inverno, residência dos czares. A coleção possui itens de todas as épocas, estilos e culturas da história russa, européia, oriental e norte da África.  A coletânea está distribuída em dez prédios, situados ao longo do rio Neva.
- Palácio Menshikov – construído entre 1710 e 1721, estilo barroco.

- Pequeno Hermitage – de  1765 e 1766, estilo entre o barroco e o neoclássico, possui um elo de ligação entre o Palácio de Inverno e o Grande Hermitage.

- Grande Hermitage – construído entre 1771 e 1787 por ordem de Catarina II a fim de abrigar a coleção imperial de arte e biblioteca. Palácio com três andares em estilo neoclássico.

- Teatro do Hermitage – construído por ordem de Catarina II, entre 1783 e 1787, estilo neoclássico, com colunatas, estatuária na fachada e relevos de leões.

- Palácio do Estado Maior – de 1820 e 1827, estilo neoclássico. Na fachada destaca-se o arco do triunfo coroado por uma carruagem com seis cavalos, grupos de guerreiros armados, figuras aladas e baixos relevos. Faz parte do museu a ala leste.

- Novo Hermitage – construído entre 1842 e 1851, o primeiro prédio construído para abrigar coleção de arte do museu.

- Palácio de Inverno e nascimento do museu – é o maior e mais importante dos prédios do Hermitage. Construído por ordem da Imperatriz Ana Ivanovna, na década de 1730. De estilo barroco, serviu como residência dos monarcas até o início do século XX. Em 1837, no reinado de Nicolau I, ocorreu um incêndio.


















- Praça do Palácio – coluna do Imperador Alexandre, no cimo da coluna a figura de um anjo cuja cara se diz ter sido moldada segundo as feições de Alexandre








- Peterhof e Grande Palácio – fundado por Pedro I no ano de 1705. O conjunto de cascatas e fontes (inclusive de Netuno), estátuas, parques, palácios e pavilhões denominaram Peterhof de "paraíso - o Versalhes russo".












- Catedral de Pedro e Paulo – do séc. XVIII, a mais antiga da cidade, com tumbas da dinastia Romanov.




HELSINQUE

            Fundada em 1550 nas margens do rio Vantaa, por iniciativa do rei Gustavo I Vasa da Suécia. Foi totalmente destruída durante a guerra sueco-russa em 1713. Após o tratado de paz de 1721 e a construção de uma fortaleza, em 1748, a cidade tornou-se mais dinâmica. A cidade tomou impulso econômico depois de levantadas as fortificações, quando diversas olarias e outras pequenas indústrias foram fundadas.
           
            Em 1812 Helsinque tornou-se a capital. Esteve sob o domínio russo e sueco durante vários anos. Conquistou a independência em 1917 durante a Revolução Russa. Em 1808 um incêndio destruiu a cidade.

            Na Praça do Senado estão localizadas construções famosas: A Catedral e a Assembléia. Helsinque tem o principal porto e centro comercial finlandês. O grande problema local é o congelamento do golfo da Finlândia no inverno. De janeiro a maio, os navios só conseguem atingir a cidade com o auxílio de quebra-gelos.
           
            O país exporta papel, celulose, polpa, metais, manteiga e queijos. Outras indústrias: produtos alimentícios, metais, eletrotécnica, móveis, roupas, química e gráfica.

  



Atrações:
- Catedral Uspenski – maior templo ortodoxo da Escandinávia, resquícios da influência russa.


- Catedral Branca



Monumento de Sibelius – homenagem ao compositor finlandês Jean Sibelius (1865-1957). Encontra-se no Parque Sibelius, no distrito de Töölo.  Uma versão menor do monumento está na Unesco, sede em Paris.




Praça do Senado - de estilo russo, fica no centro da cidade. Localizados na praça a sede da Universidade e a Catedral Luterana.

Mercado do Peixe Kauppatori – mercado de diferentes mercadorias e gastronomia.

 Temppeliaukio Church – igreja escavada na rocha, conhecida por RockChurch.


FINLÂNDIA

 
www.virtual.finland.fi  
www.vn.fi                       
www.finland-tourism.com 

Forma de governo: república
Sistema de governo: misto parlamentarismo/presidencialismo.
Moeda: euro

            Situada no extremo norte da Europa, entre a Escandinávia e a Rússia, é banhada pelo Mar Báltico. A Finlândia está entre os países menos habitados da Europa. Diferentemente da maioria dos idiomas do continente, o finlandês não é de origem indo-européia, mas uraliana, relacionado com o húngaro, o estoniano e o lapão.

Os primeiros habitantes da Finlândia eram caçadores e pescadores árticos, ancestrais dos lapões. A partir do século I, eles foram deslocados para o norte por tribos procedentes da Estônia e da Carélia. Ponto estratégico do comércio báltico, a Finlândia foi palco de lutas entre dinamarqueses, suecos e russos.

Durante a longa era de dominação sueca, o país teve um regime político especial, a Dieta, que lhe concedia autonomia e instituições próprias.

Ao longo do século XVIII, a medida que o poder sueco diminuía, a Rússia aumentou sua influência sobre a região, incorporando partes de seu território. O czar Alexandre I conquistou a Finlândia em 1809. O país se tornou um grão ducado do Império Russo.

Durante os reinados de Alexandre I (1801 a 1825) e Alexandre II (1855 a 1881), a região finlandesa obteve ampla autonomia, com direito a Parlamento e Exércitos próprios. Porém, com Alexandre II (1881 a 1894) e Nicolau II (1894 a 1917), foi intensificado o processo de “russificação” da Finlândia, que perdeu as liberdades políticas.

O governo russo originado da revolução de fevereiro de 1917 restabeleceu a autonomia finlandesa. A medida, contudo, não satisfez aos nacionalistas. Em dezembro de 1917, após a Revolução de Outubro na Rússia, a Finlândia proclamou a independência.

Em pouco tempo eclodiu uma guerra civil pela disputa de poder. De um lado estava o Partido Social-Democrata (PSD), os vermelhos; e de outro, a guarda cívica, os brancos. A guerra terminou com a vitória dos brancos e com a adoção de uma Constituição democrática. Em 1919, Kaarlo Juho Stahlberg tornou-se o primeiro presidente.

Entre 1939 e 1940, os finlandeses se opuseram às ambições soviéticas e lutaram contra o Exército Vermelho. Com a vitória soviética, os finlandeses perderam grande parte do território. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Finlândia permitiu que as tropas alemãs ocupassem seu território para facilitar a invasão nazista na URSS.

Durante a Guerra Fria os presidentes Juho Kusti Paasikivi (1946 a 1956) e Urho Kaleva Kekkonen (1956 a 1981) aplicaram uma política de neutralidade.

Em 1948, foi assinado um pacto de amizade soviético-finlandês e, dois anos depois, um acordo comercial e de segurança mútua. Foi uma limitação política e econômica para a Finlândia, único país europeu capitalista a dividir fronteira com a URSS.





 
Sob a presidência de Mauno Koivisto (1981 a 1994), a Finlândia solicitou o ingresso na União Européia, na mesma época em que acompanhava o desaparecimento da União Soviética. A desintegração do gigante vizinho prejudicou a economia finlandesa, a URSS absorvia mais de 25% das exportações, bem como as relações exteriores.

Em 1995 efetivou a entrada na UE, o país deu sinais de crescimento econômico.

O país explora principalmente o cobalto e cromo, como também o zinco, chumbo, níquel, titânio, ouro e prata. Com baixo índice de minérios energéticos, o país importa petróleo, carvão, gás e urânio. A agricultura é pouco representativa.

Predomina a religião evangélica luterana em 95% da população. A taxa de crescimento da população é a mais baixa entre os países nórdicos. Dispõe de dois grandes recursos naturais: a madeira e os minérios. Destacam-se pinheiros e abetos.

A cruz da bandeira é similar à da Suécia, país do qual fez parte. O azul representa os lagos do país e o branco, a neve dos longos invernos.

A Finlândia é um país de tradição automobilística. No campeonato de rali, os pilotos finlandeses ganharam mais da metade dos Mundiais disputados a partir de 1977.

Compositor: Jean Sibelius (1865-1957).

A tradição diz que Papai Noel mora na Lapônia finlandesa, onde prepara os presentes natalinos.

A companhia finlandesa NOKIA é a líder mundial na fabricação de aparelhos celulares. A empresa atraiu milhares de finlandeses, que deixaram as regiões de origem, no norte e no oeste, para se integrarem  ao quadro de funcionários da empresa.





 
Em 1906, a Finlândia se tornou o primeiro país europeu ao direito de voto às mulheres. No mundo, apenas as neozelandesas, em 1893, e em 1901, as australianas puderam eleger seus governos antes das finlandesas.

Em 1913, foi a Noruega, em 1915, a Dinamarca e Islândia.

Em 2002, Tarja Halonem torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo da presidência do país.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

ESTOCOLMO

                               

         O termo Estocolmo provém de dois nomes: stock, significa tronco de madeira e holm significa ilhéu. O nome da cidade é considerada como "ilhéu dos troncos". Conhecida também como "cidade entre as águas", "cidade entre as pontes", ou "cidade sobre a ilha". Localizada sobre 14 ilhas, no lago Mälaren. Fica sobre as penínsulas, o arquipélago do lago Mälar e à beira do Mar Báltico. Construída sobre as ilhas e pela beleza, foi apelidada de “Veneza do Norte”.

         Fundada por volta de 1250. Fundada por Birger Jarl, com a intenção de proteger a Suécia das invasões marítimas de navios estrangeiros.

         No século XVI a importância consolidou-se com a independência da Suécia, conquistada em 1523, por Gustavo Vasa.

         Em 1520, antes da separação da Suécia, a cidade sofreu um massacre. Em 1523, Gustavo Vasa adquire o poder, houve crescimento e a cidade prosperou. Em 1710 ocorreu a peste bubônica, houve estagnação no nível econômico e cultural.

        O rei Gustavo III conseguiu retomar o crescimento, a Ópera Real foi construída, houve impulso cultural e artístico.


         Como participante da Liga Hanseática, a cidade adquiriu importância. As atividades comerciais eram dominados pela Hansa, antiga liga de comerciantes alemães.

         Tornou-se importante centro comercial devido a exportação dos produtos nacionais: ferro, cobre e alcatrão.





Atrações:

Gamla stan – cidade velha, do século XIII composta de becos medievais, ruas com pedra e antiga arquitetura. Stortorget, praça grande, rodeada de casas antigas de comerciantes e a antiga bolsa de valores. Em 1520, suecos foram masacrados pelo rei Cristiano II da Dinamarca. A guerra civil e a revolta conduziram à dissolução da União de Kalmar, com a posse de Gustavo I da Suécia ao trono. A muralha original abrangia a área central elevada da cidade velha. Incêndio em 1697, nas torres.
           Prefeitura (Stadshuset) – edifício arquitetônico imponente, destaque dos tijolos vermelhos à vista, sobre o qual há uma torre maciça que termina com o símbolo nacional sueco: as três coroas douradas. É a sede dos Prêmios Nobel. O saguão interno, conhecido como Saguão azul, por ter sido projetado nesta cor. Local onde se realiza a cerimônia de entrega dos Prêmios Nobel. Outras áreas interessantes: Sala do Conselho Municial, o Arco dos Cem e o Salão Dourado. Esta é uma sala de banquetes decorada com milhões de lajotas de vidro e ouro. A torre do edifício possui 106 metros com vista da cidade.





            Kungstradgarden - (Jardim do Rei) – parque no centro de Estocolmo.
           
            Ópera Real -  inaugurado em 1780, pelo rei Gustavo III.
           
            Palácio Real de Estocolmo -  residência oficial e o maior de todos os palácios reais do Monarca da Suécia.
            
            Museu Vasa – dedicado ao Vasa, um navio de guerra sueco construído e naufragado em 1628. Durante tres anos, centenas de operários, marceneiros, serralheiros e outros profissionais trabalharam utilizando toneladas de madeira de carvalho para realizar o sonho presunçoso do rei Gustavo II Adolfo, um veleiro gigante, o maaior de sempre, um mastro com mais de 50 metros de altura, 64 canhões e centenas de estátuas pintadas e douradas. Ao ser lançado ao mar, percorridos 1300 metros, o vento começou a soprar nas velas, inclinou-se e m pouco tempo foi ao fundo. Depois de muitos anos foi resgatado e colocado na superfície, restaurado e protegido, o museu foi inaugurado em 1990, reconstruída a embarcação.  

SUÉCIA

                                                       


Forma de governo: monarquia
Sistema de governo: parlamentarismo
Moeda: coroa sueca

           
           O nome Suécia se origina do norreno Svearike “império, país dos suiões”, antigo povo escandinavo. No século IV, as tribos de suiones e godos que habitavam a Suécia formaram uma federação.

            Erik X (1210 a 1216) foi o primeiro rei da Suécia, que já havia iniciado a conquista da Finlândia.

No século XIV, depois de uma efêmera união sueco-norueguesa, aconteceu a união de Dinamarca, Noruega e Suécia (União de Kalmar, 1397).

No século XVI, Gustavo I Vasa (1523 a 1560) dirigiu uma insurreição que obteve a independência da Suécia em 1523. O país aderiu à Reforma luterana e o rei implantou a monarquia hereditária e absolutista. O território se ampliou, e o Báltico se converteu em um “lago sueco”, em virtude de seu domínio sobre Estônia, Livônia, Curlândia e Lituânia.

Com o rei Gustavo Adolfo II (1611 a 1632), a Suécia se tornou uma grande potência. Interveio na Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) e em várias guerras da segunda metade do século XVII, conseguindo se impor sobre Dinamarca e Polônia.

No século XVIII, o país retrocedeu diante do avanço russo e entrou em decadência.

Em 1803, em plena expansão napoleônica, Carlos XIII teve de aceitar uma Constituição baseada no equilíbrio de poderes entre o rei e seu conselho, o Parlamento e os funcionários públicos. Sem descendência, antes de morrer, nomeou como seu sucessor o marechal francês Bernadotte. Este subiu ao trono em 1818, como Carlos XIV e conseguiu a anexação da Noruega, para compensar a Suécia pela perda da Finlândia.

No século XIX, a Suécia manteve política de neutralidade, que permitiu centrar-se em desenvolvimento interno.




Depois da Segunda Guerra Mundial, em que a Suécia manteve a mesma neutralidade de 1914, o país entrou na ONU. Os social-democratas se mantiveram no poder durante 44 anos, com um parêntese entre 1976 e 1982. Nesse período, governou uma coligação de conservadores, contristas e liberais. Em 1982 e 1985, novamente os socialistas se impuseram.




Em 1986, o primeiro ministro social-democrata Olof Palme foi assassinado. Distinguiu-se por sua política em favor da paz e do desarmamento, sucedido por Ingvar Carlsson, em 1987.

Em 1990, o Parlamento solicitou a integração na Comunidade Econômica Européia, mas sem renunciar a sua neutralidade. Em 1991, o conservador Carl Bildt chegou ao governo e obteve o apoio social-democrata, para aprovar um plano de austeridade econômica.

Em 1995, entrada na União Européia. Em 1996, assumiu o social-democrata Göran Persson, que reconduziu a economia com um plano de redução do gasto público e dos encargos sociais.




Em 1998, nova vitória eleitoral dos social-democratas. O novo governo reafirmou o desejo sueco de não adotar o Euro, bem como sua rejeição de ingressar na OTAN.

Nas eleições de 2002, Persson venceu outra vez com o bloco de esquerda.

Apesar do ingresso na União Européia em 1995, a Suécia optou por não adotar a moeda única. Não integra a Otan. Destaca-se por possuir uma das sociedades mais igualitárias do mundo.



Destacam-se:
Greta Garbo (1905-1990), a Divina, sobreviveu ao cinema mudo e deslumbrou a todos em Ana Karenina.

Ingmar Bergman (1918-2007), cineasta. O filme O sétimo selo, de 1957 é considerado obra-prima.  Grande revelação da década de 1940, Bergman, filho de pastor protestante. A angústia, a solidão, a falta de identidade e a vulnerabilidade do ser humano são constante, obsessivas em sua obra, na qual perpassam sentimentos de dualidade, gosto pelo grotesco e amargo sentimento de piedade pela condição humana. Destacam os filmes: Quando as mulheres esperam, Noites de circo, Morangos silvestres, A fonte da donzela, O silêncio, Persona, Quando duas mulheres pecam, a Hora do lobo, Vergonha, Paixão de Ana e outros. 

Alfred Nobel (1833-1896), inventor do dinamite, deixou sua fortuna para a criação de uma fundação que estabelecesse prêmios anuais (Prêmio Nobel da Paz) de Física, Química, Medicina, Literatura e Paz Mundial.


OSLO

                               
No significado da palavra Oslo, duas interpretações são prováveis: a primeira seria a  derivação do nórdico antigo, surgido do nome de uma grande “quinta” que existia no local. A segunda, conforme estudos linguísticos, consideram que Oslo significa “o prado ao pé do morro”, devido a um antigo sítio de culto pagão que seria o prado consagrado aos deuses.

A cidade foi fundada pelo rei Harald III, cerca de 1050. No século XIII esteve sob domínio da Liga Hanseática.

Em 1624 foi destruída por incêndio. Com o rei Christian IV da Dinamarca a cidade foi reconstruída e passou a se chamar Christiania em homenagem ao rei. Época em que os dois países estavam unificados sob a mesma coroa

O status de capital teve fim com a união da Noruega à Dinamarca, pois o poder centralizou-se em Copenhague, além de ter sido destruída por um incêndio. Em 1814 a cidade passou a ser a capital. Em 1349 a peste negra atingiu a Noruega, houve a decadência. Vários incêndios destruíram objetos arquitetônicos, muitos edifícios eram inteiramente de madeira.

Após a Grande Guerra do Norte, no século XVIII a cidade cresceu e Christiania se transformou num porto comercial importante.
           
            Oslo situa-se à beira de imensa baía, dentro do fiorde de Oslo, o Oslofjorden, região cercade de ilhas, lagos e florestas. Localizada aos pés de Akersus, fortaleza de mais de 700 anos. Durante a segunda guerra mundial os alemães ocuparam Oslo.  

Atrações:

Museu das Embarcações Vikings (Vikingskipshuset) – diversos barcos vikings que foram escavados, pertence a Universidade de Oslo.



Parque Frogner – exposições e atividades ao ar livre, neste Parque fica o parque e esculturas de bronze e granito de Gustav Vigeland (1869-1943). As esculturas representam a existência humana, como o trabalho, a ira, a maternidade, o sexo, a fraternidade etc. Na saída principal existe a escultura de quatro velhos levantando uma criança, que segundo Vigeland, é um símbolo de eternidade.





Prefeitura (Rathaus) - considerada um marco arquitetônico, tem significado histórico e simbólico como representante símbolo do norueguês. Neste local acontece a cerimônia anual do Prêmio Nobel da Paz, realizado em 10 de dezembro, no aniversário de Alfred Nobel. Em 2000, neste prédio, o carrilhão foi ampliado, composto por 49 sinos de bronze de diferentes tamanhos que chegam a pesar 4000 quilos.

Museus Fram e Kon-Tiki

Museu do Munch - inaugurado em 1963, abriga as obras de Edvard Munch.

Fortaleza Medieval de Akershus – construção iniciada cerca de 1290, no reinado de Haakon V da Noruega.

Catedral de Oslo - construída no século XII.