quarta-feira, 17 de julho de 2013

BRUGES (BÉLGICA)

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www.visitbruges.com






         Do flamengo Brugge, que significa “ponte”. A cidade fica às margens do rio Zwin. Considerada Patrimônio da Humanidade.




        No século VII era conhecida como Município Brugense. O local foi defendido das invasões normandas por uma fortificação construída pelos primeiros condes de Flandres. Prosperou e no século XIII tornou-se um grande centro para os comerciantes da Liga Hanseática. O povoado desenvolveu-se em volta da fortaleza chamada Burg (município) construída pelos Condes.



        No final do século XIV ocorre a obstrução do rio Zwin pelo lodo, daí o início do declínio como porto.

       Durante muitos séculos permaneceu estagnada. Em 1903 o canal para Zeebrugge ligou novamente ao mar.


     O Palácio Municipal é um belo edifício de estilo gótico, construída em 1376, a fachada possui 6 janelas caneladas e 48 nichos com estátuas. 

        A Praça Central é rodeada por três construções famosas: 
- Huis van Gerecht, o Palácio da Justiça,
- Hallen (1283-1364), o mercado e
- Le Greffe (1535-1537), a Chancelaria. 



        
  Bruges é famosa pelas ruas e canais melancólicos, cenário do famoso romance “Bruges-la-morte” de 1892, de Georges Rodenbach.
  
 Campanário de Brugge,  Torre no Grote Markt, o Mercado Central destacam-se. Pode-se ver a cidade do alto (366 degraus), com 83 m. de altura, vista panorâmica dos campos flamengos, como também ver de perto os sinos e o carrilhão.






terça-feira, 16 de julho de 2013

BRUXELAS (BÉLGICA)

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www.visitbrussels.be



            Localizada no vale do rio Senne, numa planície outrora inundável. Considera-se que o nome Bruxelas teria derivado de Brocsele, cujo significado é “povoamento do pântano”.

         Fundada em 979, surgiu de uma fortaleza de Lotário, descendente de Carlos Magno.

         A região foi ocupada no século VII com a presença dos francos. No século X foi construída uma capela dedicada a Saint Géry.

         No século XII teve início o desenvolvimento urbano. A posição da cidade contribuiu para a passagem para as rotas comerciais. Os mercadores criaram uma feira, que hoje é a Grand Place, formando o núcleo da atual cidade baixa. Ao mesmo tempo, originava-se a cidade alta, na elevação próxima ao vale do Senne, com a construção do palácio ducal e a Abadia de São Tiago.




Em 1449 foi construída a Câmara Municipal que possui 90 m de altura, no alto está ornamentado por St. Michael derrotando o dragão. O primeiro piso consta de uma varanda de 17 arcos.

A Casa do Rei que foi originalmente o mercado coberto de pão. Atualmente abriga o Museu da Cidade de Bruxelas.

 Catedral de St. Michael e St. Gudule (século XIII) mostra a grandeza da arte religiosa na Idade Média. Possui duas torres quadradas de 69 m de altura, ligadas por uma empena de remate com arcos cegos e nichos.  As colunas Romanas que suportam o arco no interior estão decoradas com estátuas dos doze apóstolos. O coro é em estilo gótico e iluminado por grandes janelas de vitrais do século XVI. As esculturas em madeira representam Adão e Eva expulsos do paraíso.  





         No século XIV a cidade começou com administração própria. Do século XV ao XVII, Bruxelas foi um dos mais importantes centros da Europa.
  
     Em 1695 sofreu bombardeio das tropas francesas, e o início da soberania austríaca, pelo Tratado de Utrecht, em 1713, a cidade teve decadência.

         Em 1789 ocorreu a independência dos Estados Belgas Unidos.

       De 1865 a 1872, as muralhas foram derrubadas. Durante as duas guerras mundiais, a cidade foi ocupada pelos alemães.

     A maioria da população é de origem flamenga. As línguas oficiais são duas: o francês, que predomina e o flamengo.




       Bruxelas está dividida em cidade baixa e cidade alta, separadas por forte declive e unidas por duas sinuosas e estreitas. A cidade baixa é o centro comercial e financeiro, é mais popular, onde está localizada a Grand Place. A cidade alta é mais aristocrática e administrativa, onde se concentra grande parte da vida cultural. Nesta área estão os parques Cinquentenário, Tervuren e Cambre.

     A Bolsa de Valores, inaugurada em 1873, composta de 6 colunas com capitel corintiano cobertas por um frontão decorado com baixo relevo representando a Bélgica a proteger a indústria e o comércio.

     O Palácio da Justiça tem área total de 26.000 m². Inaugurado em 1883. Nos quatro cantos do monumento estão quatro estátuas que simbolizam: a justiça, a clemência, o poder e a lei.

     O Palácio do Cinquentenário de 1880 criado para comemorar o quinquagésimo aniversário da independência Belga.  O caminho central do jardim conduz ao Arco do Triunfo, com 45 m de altura. Compõe de três arcadas, cada uma com 10 m de largura. O palácio é constituído por duas alas grandes que abrigam museus.

Palácio Real, atualmente é a residência oficial dos soberanos Belgas. De um dos lados a Bandeira Belga e do outro um medalhão com a efígie de Leopold II.

A Torre Japonesa e o Pavilhão Chinês possuem coleções de objetos de arte japoneses e chineses dos séculos XVII e XVIII.

Museu dos Trajes e Rendas - possui coleção de trajes sacerdotais e hábitos eclesiásticos bordados dos séculos XVII e XIX. 

As rendas de Bruxelas destacam-se pelos desenhos e beleza.

Manneken Pis - monumento de Bruxelas que é uma pequena estátua de um garoto a urinar num pequeno tanque, tem a altura de 30 cm. A estátua de bronze original foi colocada em 1619, segundo lendas, o local necessitava de água potável. A estátua foi roubada em 1817 por um ex-condenado que a destruiu. A estátua que está no local é uma réplica. O  mistério levou à criação de fantasias, aumentando o encantamento pelo garoto. Outra versão conta que no final do século XII o filho de um duque foi encontrado urinando numa árvore, durante uma batalha, motivo de criar a estátua de bronze como símbolo de coragem militar do país.



  


ANTUÉRPIA (Bélgica)

www.antwerpen.be

          A origem do nome Antuérpia, segundo a lenda, deriva de um gigante mítico denominado Antigoon, que habitava perto do rio Escalda. Para atravessar o rio, ele cobrava um valor, quem se recusava pagar, ele cortava uma das mãos e atirava no rio. Um dia, um herói e jovem chamado Brabo cortou a mão do gigante e jogou no rio. Considera-se Ant, a inicial de Antigoon e werpen, palavra holandesa que significa arremessar.

          No século VII, St. Eloi, St. Amand e St. Willibrord chegaram a Antuérpia pelo rio Schelde, com a missão de evangelizar e converter o povo ao Cristianismo.

          A cidade foi destruída pelos Normandos. No século XIII havia sido reconstruída, prosperou e cresceu.


          Localizada na região de Flandres, às margens do Rio Escalda. Em 1567 tropas espanholas saquearam a cidade. Atacada novamente em 1584, sendo forçada a render-se aos espanhóis em 1585. Após, criaram boulevares que substituíram as muralhas que circundavam Antuérpia.

          Uma maneira prática de conhecer a cidade é chegar pela Estação de trem. A estação foi eleita uma das mais bonitas do mundo, segundo a revista Newsweek, em 2009. Conhecida como Middenstatie, foi construída em 1905, feita de aço e pedra, coberta por uma cúpula envidraçada. É uma estação imponente que demostra a grandeza da cidade no passado, um dos centros artísticos e econômicos da Europa.








          Desde 1933 a ligação é feita por túneis para pedestres e veículos. 

          Antuérpia é a segunda maior cidade do país, com o principal porto, às margens do rio Escalda. As eclusas do Mar do Norte formam o maior complexo de eclusas marítimas do mundo.

        Importante centro mundial de lapidação de diamantes, que é tradicional e maior indústria da cidade.

          População: cerca de 507 mil habitantes.

Catedral de Notre Dame – (www.dekathedraal.be) - entre 1350 e 1520 foi erguida a maior igreja gótica dos Países Baixos. Originalmente com cinco naves, depois acrescentaram mais duas. Possui uma torre de 123 m e em seu interior obras de Rubens, destacando-se a “Descida da Cruz”, a “Elevação da Cruz (1610) e a “Assunção”. Em 1533 sofreu danos devido a um incêndio e em 1566 e 1581 foi saqueada e estragada durante as iconoclasias. Em 1794 sofreu confisco por parte dos revolucionários franceses. Após a queda da Antuérpia em 1585 foi decorada em estilo barroco. Ao final do século XVIII  e começos do século XIX, depois do período francês foi a decoração estilo neo. 


  Ao entrar na igreja, do lado esquerdo, existe nove confessionários em madeira esculpida (1667-1737), o conjunto procede da Abadia cisterciense de San Bernardo em Hemiksem. Como o púlpito, as obras foram colocadas na Catedral após a Revolução Francesa. Os doze apóstolos são acompanhados por um número igual de figuras femininas que são uma evocação do processo de conversão, que varia de arrependimento através da confissão e alcançar serenidade.  

 

Igreja de São Paulo (1530-1571) - faz parte do antigo mosteiro Dominicano, edifício gótico,  contém obras de Caravaggio e Van Dyck . Os 15 mistérios do Rosário foram pintados no início do século XVII por onze mestres de pintura da Escola de Rubens.



Museu Casa de Rubens -  Petrus Paulus Rubens (1577-1640) viveu a maior parte da sua vida nessa cidade, nasceu e faleceu em Antuérpia. Em 1610 comprou a propriedade na qual estabeleceu residência e estúdio, viveu e trabalhou aí até falecer. Uma das alas foi construída em estilo Renascença tradicional, e outra tem desenho Barroco.





Anthony van Dyck, pintor flamengo, nasceu em 1599 na cidade, faleceu em Londres em 1641.

O Stadhuis (1561-1565) - palácio municipal, monumento da Renascença.

Igreja de São Tiago, a Jacobriskerk (1491-1656), onde está o túmulo de Rubens. Personificações alegóricas ornamentam o púlpito e as estátuas de santos, em particular de São Benedito.

A Ubeschhuis, a Casa dos Açougueiros (1500-1503).

Igreja São Carlos Borromeu (1605-1621) – construída pela ordem dos jesuítas, estilo barroco.

Igreja de St. Jacob – estilo gótico, construída em calcário branco. Petrus Paulus Rubens está sepultado nesta igreja.

Museu Real de Belas Artes (1850) – obras dos mestres flamengos, possui também jóias e tecidos.

Museu Meyer van den Bergh (1904)

Museu Plantin-Moretus (1876).

Zoológico – iniciado em 1844, possui 11 ha, está localizado ao lado da Estação de trem.



        

segunda-feira, 15 de julho de 2013

BÉLGICA


www.belgium.com
www.statbel.fgov.be

   A origem do nome Bélgica provém de raiz céltica, interpretada diversamente como “lutadores, guerreiros”, “região inferior de pântanos”, “gente do norte”.

    As populações, de origem céltica e germânica que ocupavam a Gália Belga foram conquistadas por Julio César (57 a.C.).

     A Bélgica está localizada na região chamada Benelux desde 1948 (bloco econômico formado juntamente com a Holanda e Luxemburgo). O Mar do Norte banha a costa do país.

   O litoral é formado por um conjunto de praias arenosas, margeadas de dunas. Encontram-se pôlderes, terrenos baixos e úmidos conquistados do mar com a construção de diques. As landas são os descampados onde crescem plantas rasteiras, constituem vegetal dominante.

       A vegetação do país é formada por bosques de carvalhos, faias, olmeiros e pinheiros.

    As bacias do Mosa e do Escalda são compostas de rios que nascem na França e deságuam no Mar do Norte, na Holanda. Na desembocadura ocorre a formação de deltas.

    A população belga é formada por duas comunidades étnicas principais: a flamenga e a valã. Elas pertencem a dois grupos linguísticos: o flamenco (variação do holandês falado na Bélgica) e o francês. As duas etnias formam um foco contínuo de tensão. Essa contínua oposição cria dificuldades não apenas no convívio social, mas principalmente nas questões políticas.

      De origem valã são as províncias de Hainaut, Namur, Liège e Luxemburgo, no sul do país; e flamengas são: Flandres, Antuérpia e Limburgo.

    Bruxelas forma uma ilha administrativamente bilíngüe, com predomínio do francês. Além desses dois grandes grupos, existe uma minoria alemã, na província de Liège, e imigrantes procedentes em sua maioria do norte da África e, mais recentemente, do Leste europeu.

      O crescimento da população tem sido reduzido.

    As cidades mais importantes do país são: Bruxelas, Antuérpia, Liège e Bruges.

   Na área industrial, devido à falta de diversidade de matérias-primas fazem com que a economia dependa do comércio externo. A agricultura é pouco significativa, sendo cultivado o trigo, a cevada e o milho. A pecuária bovina é a mais desenvolvida, localiza-se principalmente na região de Flandres, com as criações de porcos, ovelhas e cavalos.

   A Bélgica não dispõe de grandes reservas de petróleo ou gás natural. O país possui diversas usinas nucleares para ajudar a suprir o consumo de energia.

      A indústria mais tradicional é a têxtil.

     A siderurgia ganhou importância nos últimos tempos. O zinco e o chumbo são encontrados na região de Liège e Kempen.

      Bruxelas é sede européia dos principais bancos do mundo.

História:

   Constituição como país: século XV (união sob a dinastia de Borgonha)
      Em 1830 (independência da Holanda).
      Forma de governo: monarquia

Sistema de governo: parlamentarismo.

       O território da Bélgica era habitado por tribos de origem celta e germânica. Foi ocupada pelos exércitos romanos de Júlio César em 57 a.C.

     Com a perda de hegemonia do Império Romano, a Bélgica foi alvo de invasões germânicas do século III ao V.

    Entre os séculos IV e IX caiu sob domínio do reino dos francos.

    Durante a Idade Média, dividida em condados, ducados e cidades independentes, a Bélgica teve aumento populacional, o que levou os habitantes a cultivar novas terras. Iniciou uma etapa de prosperidade econômica com o florescimento do comércio e da indústria têxtil.

   No início do século XV a poderosa Casa de Borgonha tornou a Bélgica um país autêntico, ao conseguir unificar sob seu controle todos os territórios.

    Em 1520 marcou o começo da dominação da dinastia espanhola, permanecendo dominada até 1714.

  Com os tratados de Utrecht (1713) e de Rastadt (1714), que puseram fim à Guerra de Sucessão na Espanha, o imperador da Áustria recebeu da Coroa espanhola províncias do sul da Bélgica. A Áustria manteve seu poder sobre o território belga até 1795.




   Depois da derrota de Napoleão Bonaparte, as potências européias se reuniram no Congresso de Viena, entre 1814 e 1815. Foi criado o Reino Unido dos Países Baixos, unificando Bélgica, Holanda e Luxemburgo sob a liderança da Casa de Orange.

   A Bélgica se declarou neutra durante o reinado de Alberto I (1909 a 1934), mas mesmo assim, foi invadida em 1914 pelas tropas alemãs, início da Primeira Guerra Mundial.

     Em 1919, pelo Tratado de Versalhes, o país anexou territórios até então sob domínio alemão.

   Para contornar a rivalidade forte existente entre as etnias flamenga e valã, o governo belga destinou os principais cargos a políticos bilíngües.

   O ensino do idioma flamenco foi introduzido nas escolas primárias do norte do país em 1932.

     Em 1949 tornou-se um dos membros fundadores da Otan.

     Em 1957 foi um dos países criadores da Comunidade Econômica Européia.

       Depois de um período de revoltas nos anos de 1960, as colônias belgas na África obtiveram a independência: Congo, Ruanda e Beirundi.

       Em 1990 o Parlamento aprovou uma lei para legalizar o aborto.

    Em 1999 os democrata-cristãos perderam uma hegemonia política de 41 anos, confirmando o auge de socialistas e liberais.

      A planície de Waterloo, ao sul de Bruxelas é famosa por ter sido o cenário de batalha em que os exércitos britânico e prussiano derrotaram Napoleão Bonaparte.         

 PINTURA: Jan von Eyck (1390-1441)

                    Peter Paul Rubens (1577-1640)

                    René Magritte (1898-1967)

              Maurice Maeterlinck (1862-1949) foi o único escritor belga premiado com o Nobel em 1911.                                       


                   

Rijksmuseum - Amsterdan




O museu possui coleção com cerca de 8000 objetos relacionados com as artes e a história.  O museu está ao fundo desta imagem:


 Obras de Rembrandt, Frans Hals e Johannes Vermeer constam da coletânea.  “A Ronda noturna” de Rembrandt está no museu, assim como outras também importantes. 



Em 1800 foi fundado na cidade de Haia, e em 1808 mudou-se para Amsterdan, por ordem do rei Luís Napoleão, irmão de Napoleão Bonaparte.

Durante dez anos ficou em reforma, reabriu em 2013, os gastos ultrapassaram R$ 1 bilhão. Ganhou novos espaços, com obras de Rembrandt e outros artistas dispostas em ordem cronológica. Paisagens que Frans Post pintou no Brasil durante a invasão holandesa ocupam sala no segundo andar.

Por fora, o palacete de 1885 continua o mesmo. Por dentro, ganhou novos espaços e restaurou a opulência original da Galeria de Honra, onde estão as jóias mais conhecidas de seu acervo.

Mais que um museu de arte, o Rijksmuseum é o melhor lugar para se entender como um país tão pequeno conseguiu se tornar uma potência mundial no século 17. 



As mais de 8.000 peças estão em ordem cronológica. Agora, quadros, esculturas, porcelanas e outras peças ocupam as mesmas salas, num passeio que vai da Idade Média até a era contemporânea.







Para quem tem pouco tempo, a dica é subir direto para o segundo andar. Lá estão, divididos em 30 galerias, os tesouros da chamada Era de Ouro holandesa, período entre 1600 e 1700. Época que o comércio  e a expansão marítima proporcionaram prosperidade, com as riquezas trazidas da Ásia e das Américas.

A Galeria de Honra (Eregalerij, em holandês), espaço que volta a ter o mesmo aspecto de quando o museu foi aberto, em 1885.

A importante obra é "A Ronda Norturna", concluída por Rembrandt em 1642. Apresenta o contraste claro-escuro barroco, o momento em que a companhia militar do capitão Frans Cocq começava a patrulhar as ruas da cidade. Uma das pinturas mais famosas do mundo, com mais de quatro metros de largura. Estão outras grandes obras de Rembrandt, como o "Autorretrato como Apóstolo Paulo" (1661) e "Os Síndicos" (1662).

Podem ser vistas obras de Johannes Vermeer, que se voltou mais para a vida comum dos holandeses da Era de Ouro. "A Leiteira" (1660) impressiona pela perfeição no uso da luz e do movimento. Outra é "A Carta de Amor" (1670), com a tensão latente entre a empregada que traz o envelope e a patroa ansiosa para ler a mensagem. 



A coleção de telas náuticas lembra a quantidade de guerras que a Holanda travou para garantir suas rotas marítimas, numa época em que a única lei era a do mais forte. 

As porcelanas de Delft merecem ser vistas.

"Waterloo" de Pieneman, registro da derrota de Napoleão Bonaparte, e as cenas urbanas de Breitner, que pintou a Amsterdan do século 19.

O vestido "Mondrian", do francês Yves Saint Laurent, está no museu, como a rara cadeira branca do holandês Gerrit Rietveld.

Aberto todos os dias do ano, das 9h às 17h
Valor do ingresso: 15 eruros.

HOLANDA




        Constituição como país: 1648 (independência da 
                                         monarquia espanhola).
        Forma de governo: monarquia
        Sistema de governo: parlamentarismo

          A Holanda é denominada também de Países Baixos devido  possuir cerca de um terço do território abaixo do nível do mar, os outros dois terços formam uma planície, sem elevações. A costa do país é voltada para o Mar do Norte.
    
       A partir do século XIII os holandeses começaram a construir uma complexa infra-estrutura para evitar inundações e ganhar terras do mar. Foram erguidos “diques”, barreiras de contenção de água, ao mesmo tempo foi traçada uma rede de canais para drenagem. As obras possibilitaram secar terras antes cobertas pelo mar. Os terrenos adquiridos do mar chamam-se “pôlderes”.

           No sul do país estão localizados os rios: Reno, Mosa e Escalda. Descarregam na foz grandes quantidades de sedimentos que formam os deltas.

          Sendo o terreno plano, não há barreiras naturais que impeçam a penetração das correntes marítimas, situação que colabora para amenizar a temperatura em todo o território.

A paisagem predominante constitui-se de turfas, tipo de vegetação rasteira. As matas são formadas de outros tipos de vegetação, como o carvalho e a faia.

       Uma das atividades mais desenvolvidas do país é o cultivo de tulipas e outras plantas e flores ornamentais. A tulipa foi introduzida na Europa no século XVI, planta ornamental cultivada na região da Turquia.






As religiões predominantes são: católica e a luterana.

          O país possui depósitos de gás natural, além das reservas de carvão e petróleo. Possui minas de sal e pedras caliças.

   
HISTÓRIA:

          Os povos celtas habitaram a Holanda antes da conquista romana. No século I a.C. o Império Romano estendeu seus domínios até a região. Carlos Magno (768-814) incorporou o território holandês a seu Império. Posteriormente, os netos de Carlos Magno travaram uma luta pelo poder.
           
Em 843, pelo Tratado de Verdun o território foi submetido ao reinado de Lotário.
           
No século X o comércio entrou em crise, ocasionado pelas invasões dos vikings.
           
Um século mais tarde, os condados  passaram a fazer parte do Império Germânico, em 925. Nos séculos seguintes houve a expansão comercial.
           
Em 1428 a região caiu sob domínio dos duques de Borgonha. Os duques intensificaram a produção de manufaturas e o comércio, o que possibilitou a ascensão da burguesia.

      
          O casamento de Maria de Borgonha com o imperador alemão Maximiliano de Habsburgo permitiu que a Holanda fizesse parte de um Estado poderoso. Os territórios passaram a integrar a herança de seu filho Felipe I, que se casou com Joana, a Louca da Espanha.
           
O Calvinismo difundiu-se entre a maior parte da população da Holanda. Esta fé entrou em oposição com a dos monarcas espanhóis, fervorosos defensores do catolicismo. O conflito religioso, as imposições fiscais e a repressão política propiciaram a eclosão dos movimentos pela independência.
           
Em 1648, com a formalização da Paz de Münster, Felipe IV reconheceu a independência da República das Províncias dos Países Baixos.
           
No século XVII, Holanda e Inglaterra protagonizaram diversos conflitos bélicos e diplomáticos pelo domínio das colônias e pelo comércio de ultramar.
           
Em 1814 foi criado o Reino da Holanda.

           
No final do século XVIII os ideais do Iluminismo e os princípios da Revolução Francesa penetraram nos Países Baixos.
           
Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Holanda se manteve neutra. Seus portos foram bloqueados pelo Reino Unido e pela França.
           
A eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939, afetou ainda mais o país. Apesar de ter declarado sua neutralidade, a Holanda foi ocupada pelo exército de Hitler em maio de 1940. A rainha Guilhermina I exilou-se na Grã-Bretanha, enquanto os holandeses organizaram uma forte resistência.
           
Em 2002 a Holanda se tornou o primeiro país do mundo a reconhecer a prática da eutanásia, desde que autorizada por paciente e médico. No ano anterior, havia legalizado o casamento entre homossexuais.

ARTE E LITERATURA:      
- As obras de Vincent Van Gogh (1853-1890) foram além do Impressionismo.






- Piet Mondrian (1872-1944) sintetizou a realidade por meio de suas composições de linhas e cores.
- Erasmo de Roterdã (1466-1536), autor de Elogio da loucura, foi crítico da hipocrisia.

- Baruch Spinosa (1632-1677) serviu como fonte de inspiração para poetas como Goethe.

    A República das Sete Províncias dos Países Baixos (Holanda, Zelândia, Utrecht, Fricsia, Groningen, Overijssel e Gelderland) vivenciou durante o século XVII seu período de esplendor cultural conhecido como “Século de Ouro”. Os principais foram:

-  Jan Vermeer (1632-1675)

-  Franz Hals (1582-1666)

-  Rembrant van Rijn (1606-1669)

Algumas cidades do interior da Holanda:

AALSMEER – às margens do lago Westeingerplassen, conhecida como capital mundial das flores.

HAIA - conhecida como “Den Haag”, capital política do país. Vredesplaleis – O Palácio da Paz – onde Rui Barbosa se destacou defendendo a igualdade entre as nações.

ROTTERDAN – situada na foz do Rio Reno, ocupa posição estratégica no mar do Norte como rota comercial.

DELFT – prédios seculares, ruelas preservadas. Na área de Market Place, está a Nieuwe Kerk, com torre gótica de 109 metros.  

ALKMAAR – século X.